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Autobiografia de Gil Scott-Heron será lançada em janeiro
Posted on 12/17/2011 by UNITED PHOTO PRESS MAGAZINE
'The last holiday: a memoir' traz as memórias do músico norte-americano. Considerado o 'padrinho do rap', morreu em maio deste ano, aos 62 anos.
"The last holiday: a memoir", autobiografia do músico americano Gil Scott-Heron, será lançada em 16 de janeiro — a data coincide com o Martin Luther King Jr. Day nos Estados Unidos, feriado nacional em homenagem ao líder negro assassinado em 1964.
No livro, o músico, que morreu em maio último, aos 62 anos, conta detalhes sobre sua atuação no movimento pró-direitos civis, assim como a turnê com Stevie Wonder entre 1980 e 1981, entre outras memórias.
Scott-Heron se tornou pioneiro da cultura hip-hop em 1971, com a música "The revolution will not be televised", na qual recorria à palavra falada para atacar a superficialidade dos meios de comunicação de massa e sugerir que as histórias verdadeiramente interessantes estavam fora do alcance midiático.
Anos depois, essa provocativa mensagem inspirou dezenas de cantores de rap, de Common e Public Enemy a Kanye West, que utilizou fragmentos das canções de Scott-Heron para compor suas próprias músicas.
Nascido em Chicago, Scott-Heron cresceu no Tennessee e no Bronx, onde teve contato com o blues e a literatura, já que sua mãe era bibliotecária.
Padrinho
"The last holiday: a memoir", autobiografia do músico americano Gil Scott-Heron, será lançada em 16 de janeiro — a data coincide com o Martin Luther King Jr. Day nos Estados Unidos, feriado nacional em homenagem ao líder negro assassinado em 1964.
No livro, o músico, que morreu em maio último, aos 62 anos, conta detalhes sobre sua atuação no movimento pró-direitos civis, assim como a turnê com Stevie Wonder entre 1980 e 1981, entre outras memórias.
Scott-Heron se tornou pioneiro da cultura hip-hop em 1971, com a música "The revolution will not be televised", na qual recorria à palavra falada para atacar a superficialidade dos meios de comunicação de massa e sugerir que as histórias verdadeiramente interessantes estavam fora do alcance midiático.
Anos depois, essa provocativa mensagem inspirou dezenas de cantores de rap, de Common e Public Enemy a Kanye West, que utilizou fragmentos das canções de Scott-Heron para compor suas próprias músicas.
Nascido em Chicago, Scott-Heron cresceu no Tennessee e no Bronx, onde teve contato com o blues e a literatura, já que sua mãe era bibliotecária.
Padrinho
Embora tenha afirmado em muitas ocasiões que se considerava um pianista, era ao mesmo tempo poeta e romancista, além de um ideólogo radical negro que para compor se inspirava no movimento, no tempo, nos lugares e nas mudanças de estação — sua fusão entre ativismo político, versos recitados e percussões minimalistas valeu-lhe o apelido de "padrinho do rap".
Entre as mais de 120 canções que compôs, destacam-se o primeiro hino negro americano contra o apartheid na África do Sul, "Johannesburg", e a música sobre o alcoolismo contemporâneo "The bottle".
Scott-Heron foi ainda professor de escrita criativa, poesia e romance na Universidade de Johns Hopkins e na do Distrito de Columbia, ambas na capital americana.
